São Paulo no ano do dragão

detalhe do interior da igreja do beato Anchieta, no Páteo do Colégio, local de fundação da cidade de São Paulo, por R.I.

[ao som de ‘Sonora garoa’, de e com Passoca – uma das canções que melhor traduzem o sentimento da cidade]

 

 Já não me perco mais na cidade agora que reconheço seus riscos. Não apenas dos pisos, paredes e forros. De todas as oportunidades ou ganchos que enredam os viajantes, com ou sem guia.

 Para se orientar em seu traçado sempre movente é preciso talvez fazer como Ítalo Calvino: compreender sua característica mais distintiva e estender pontes com sua cidade de origem. Elas vão se parecer ainda que tarde. Quando assim for o enigma se fará apenas um mistério transportável a cada dia.

 Não se perder é sentir o entorno enfim domesticado, carregar as promessas suspensas, embarcadas na mochila. Na estranheza das ruas as linhas de fuga trarão uma luz de cinema – aquela mesma que se percebe no instante do despertar.   

 Lua nova, ano novo, aniversário da cidade. Ela é densa, claro-escura, dias e noites de blueberry.

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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