Não nadar

vista da avenida Tiradentes a partir do Belvedere da Pinacoteca do Estado, no bairro da Luz, em São Paulo, com fragmento de instalação de Olafur Eliasson em primeiro plano, por R.I.

[ao som de ‘120… 150… 200 km por hora’, de Roberto e Erasmo, com Roberto Carlos]

  

Para onde mesmo, com toda essa velocidade contra? Lá fora segue um contínuo esforço de se manter acima do nível do mar. Mais rápido para não perder a vez, o fôlego. Mas é ele que parece falhar, faltar. E não para.

 Ouve uma voz em meio ao zunzum zunzum. Mais baixa que o sinal das ondas batendo em direção às costas, ao peito, encobrindo os ombros. Deve ser algum murmúrio repetido dia pós dia, ninguém ouvindo. Lá dentro.

 Para onde mesmo, perderam o rumo, ou foram as horas perdidas? Em algum desvio do sem fim o exausto navegante ensaia seu passo de dança.

 

Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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