Um toque

detalhe do parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, por Ricardo Imaeda

Andando pelas ruas posso ouvir que muita gente escolheu o ‘Canon’ de Pachelbel como seu toque no telefone celular. Com os avanços da digitalização ele está disponível nos mais diversos arranjos – do piano à orquestra de cordas, da versão romantizada ao mais próximo do barroco.

São pessoas também dos mais variados tipos. E não serão poucos os que gostam sem conhecer a peça original. Talvez o que os terá impressionado seja a atmosfera auspiciosa que a música anuncia: um crescendo que arrebata, um sentido de realização, de bem aventurança. Longe, portanto, de qualquer sombra que um telefonema possa lançar. É uma esperança.

O ‘Canon’ tem me acompanhado há tanto. Surge baixinho, inesperado, em horas pouco amenas. Mas consegue infundir seu encanto mesmo assim. Quem sabe esse mistério possa me ligar mais esta vez?

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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