Para ler e sentir

sala de periódicos da biblioteca Mário de Andrade, centro de São Paulo, por R.I.


Existe o cotidiano e existe o sublime. E existe a literatura para construir pontes entre um e outro. Algumas vezes, quase por acidente, o leitor chega a um encontro de rara comunhão. É como se todas as fronteiras fossem nubladas para que o olhar alcance direto o coração, a alma, a integridade do estar no mundo.

Em um momento desses imagino que a vida possa cessar. A casa estará limpa, os gestos quietos. Poderá se ouvir o prelúdio da suíte 1 para violoncelo de Bach. E na segunda e na terceira leituras o texto parecerá surgir de sua própria voz, uma lembrança recolhida depois de tanto esforço.

Será assim quando o reencontrar de novo, quando você também terá lido o ‘Umbilical’, esse conto de tocante beleza de João Anzanello Carrascoza.


:: O conto está disponível tanto no livro ‘Dias raros’ quanto na coletânea ‘O volume do silêncio’

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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