Sexto sentido

céu do Itaim, zona sul de São Paulo, por R.I.

céu do Itaim, zona sul de São Paulo, por R.I.

‘Sobreviver significa não saber o que fazer consigo mesmo’
– Elisa Lispector

Foram tantos asteroides, meteoros a passarem perto como se fosse chegada a hora. E tantos raios em tardes chuvosas, tanta fúria de riscos. Motivos para voltar a olhar para o céu. Não mais como fonte de calma, retiro. Mas para encontrar saída, qualquer que seja a forma. Para outra vida, talvez.

Em meio a tanta gente corrida uma pessoa vem perguntar onde fica um endereço. Muito longe para ir a pé? Nessa hora de ruas mais acesas ainda é mais rápido ir de ônibus. Porque escurece, os bairros perdem profundidade e sinais. Ela deve seguir o compromisso, desaparecer enquanto outros cortam a cena.

Parecem todos destinados. De um ponto a um fim, tarefas, recomeços, fonemas. Só pedaços de conversas. E viram e passam e vão, meteoros para o chão.

Minha resposta vai e não chega. Ninguém percebe. Talvez ela já tenha passado para o outro lado.

Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s