O que disse o trovão

aérea da avenida Paulista, São Paulo, por R.I.

aérea da avenida Paulista, São Paulo, por R.I.

Eles chegam para mais um fim de tarde no centro da cidade. Carregam faixas e cartazes de protesto. Contra o aumento da tarifa do transporte público. A favor de condições mais dignas no transporte público. São muitas vozes não ouvidas pelo lado de lá.

Anoitece com a fumaça das bombas de efeito imoral. Estremece o asfalto, rodas dentadas, escudos, cusparada de tiros. Mas os manifestantes continuam a caminhar. E continuam. Porque a razão é justa. Civil. Porque o espaço urbano deve ser do pedestre. Não da força bruta do Estado.

Eles seguem por ruas que reconhecemos porque estão no nosso cotidiano. Pertencem à nossa história. Por onde passamos tantas vezes sem o embarque em um projeto coletivo. Apenas transitamos. Agora, nesse aparente caos, se insinuam lampejos de despertar.

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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Uma resposta para O que disse o trovão

  1. alanyson disse:

    Realmente, acordamos!

    Também estive segunda-feira em SP, lá pela Berrine. Terça aqui em cotia e hoje em cotia novamente. Sexta estou em sp outra vez!! E vamos a luta!!

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