Paralelo infinito

detalhe da plataforma alta da estação da Luz, na região central de São Paulo, por R.I.

detalhe da plataforma alta da estação da Luz, na região central de São Paulo, por R.I.

Os lugares são os mesmos, as pessoas, acontecimentos. Mas há alguma coisa um pouco deslocada, como se um mundo paralelo estivesse se desenrolando ao lado desse outro. É possível saber disso, mas não se pode comunicar. Tão real e sem voz, como estar em meio a um oceano. Ninguém ao alcance, nenhuma chance de encontro.

Não é exatamente uma bolha ou uma imagem projetada. Tudo se passa no mesmo espaço-tempo. Quase, porque eles parecem agir de forma automática, movidos pelo hábito, inércia. E parecem não perceber a borda do terreno em que se desbastam. São passageiros sem paisagem.

Do lado de cá se abre uma vista. Na mesma hora em que não existe mais com quem conversar.

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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