Porque passa

um fragmento do parque do Ibirapuera, região sul de São Paulo, por R.I.

um fragmento do parque do Ibirapuera, região sul de São Paulo, por R.I.

[ao som de ‘Blade runner blues’, de Vangelis]

O tempo decanta lento quando o abandonam, deixam em paz. Mas passa traço no afoito da alegria ou temor. Os dois estão lado a lado por pouco. Quase não se encontram. É só bobear, piscar, e eles perdem a chance.

Estão lá os livros esquecidos junto com aquelas frases de impacto que me abraçaram num momento de dificuldade. Guardados em algum andar subterrâneo, protegidos do incêndio e consumo. Intactos, esperando. Mal os visito, embora façam falta. Perdi o rumo, o endereço, talvez o gosto pelo seu significado.

Quando vejo essas árvores com garra e drama suspeito que em mim se acentua o espectro da fuga.

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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