Com roteiro e sem destino

fim de dia a partir da praça do pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, por R.I.

fim de dia a partir da praça do pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, por R.I.

Para não dar mais valor que o devido à passagem de ano bom é ouvir o canto dos pássaros. Há algo de eterno na sua melodia: uma visita do sem tempo porque não calendário, vivendo junto com a Terra, em meio a todas as oscilações. Tantas espécies, tão presentes agora que respiro em outro passo, muitas vezes na contramão. Cantos de séculos atrás, de décadas por vir, quem sabe?

 Existe qualquer coisa de mais duradouro nessa música. Mais estável, mais verdadeiro. Talvez por isso ela espalhe uma paz que parecia improvável. Parecia perdida. E enquanto ainda é possível ouvir que se abra um silêncio em volta. Um vazio. De que todas as coisas são feitas. O vazio em que posso me encontrar.

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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