Desespero

instalação de Yayoi Kusama no Ohtake Cultural, São Paulo, por R.I.

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Agora que sinto o asfalto derreter sob meu tênis sinto que já fui sem ter me levado, deixei de ser sem deixar o corpo, e não reconheço mais nem as letras das folhas avulsas guardadas para não sei que fim. Esse deve ser o desterro para o qual me desplantei, horas extras de uma vida expulsa do trilho certo, desvio, desvio. A escassez está em todo o entorno. Aridez, azedume. Quem deveria saber se cala ou engana. Quem deveria fazer se esbalda na mediocridade. Falta luz, falta água, falta educação. A gentileza foi extinta, assim como a ternura. Quanto tempo mais? Quanto ainda? Quando?

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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Uma resposta para Desespero

  1. alanyson disse:

    É.

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