Uma estranha afinidade

lua crescente sobre a ponte Vecchio e o rio Arno, em Florença, Itália, 800 anos depois, por Riccardo Imaeda

lua crescente sobre a ponte Vecchio e o rio Arno, em Florença, Itália, 800 anos depois, por Riccardo Imaeda

“tal si dilegua, e tale

lascia l’età mortale

la giovinezza. In fuga

van l’ombre e le sembianze

dei dilettosi inganni; e vengon meno

le lontane speranze,

ove s’appoggia la mortal natura.

Abbandonata, oscura

resta la vita. In lei porgendo il guardo,

cerca il confuso viatore invano

del cammin lungo che avanzar si sente

meta o ragione; e vede

che a se l’umana sede,

esso a lei veramente è fato estrano.”

                              – Giacomo Leopardi, “Il tramonto dela luna”

 

[Em uma tradução literal e sem compromisso poético:

“assim se esvai, e assim deixa a idade mortal a juventude. Em fuga vão as sombras e os semblantes dos enganos queridos;e vêm menos as esperanças distantes em que se apoia a natureza mortal. Abandonada, escura resta a vida. Contemplando-a o confuso viajante procura em vão meta ou razão no longo caminho que lhe segue à frente; e vê que ele e a sede humana são na verdade estranhos entre si.”]

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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