A primeira vez e última chance

detalhe do Davi, de Michelangelo, na Galeria Accademia, em Florença, Itália, por Riccardo Imaeda

detalhe do Davi, de Michelangelo, na Galeria Accademia, em Florença, Itália, por Riccardo Imaeda

Parece um tempo de ficção. Nada se concretiza, as pessoas existem enquanto fotos e frases. E o que era distante passa a viver em outro plano, como obras na mente do artista, ainda afastadas do trabalho de suas mãos. Mas a vida escoa em ritmos velozes, sem alcance, meio refratária à contemplação e à fruição. O que antes prometia agora passa apressado, indiferente a nosso espanto. As mãos tentam conter, as veias dilatam, o olhar não o abandona. E assim tem sido por mais de quinhentos anos.

 

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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