Agora na hora faz tempo

orquidário Ruth Cardoso no parque Villa-Lobos, em São Paulo, por R.I.

orquidário Ruth Cardoso no parque Villa-Lobos, em São Paulo, por R.I.

Foi há muito tempo. Muito tempo. Tanto que quase não resta resíduo ou qualquer outra espécie de herança. Foi quando ainda esperava e esperava muito. Avançava pelo dia como se alguma novidade estivesse por desembarcar ali naquele resto de mundo, esquecido por quase uma vida. Por que outras vias esperava não sei. Por sobra de tempo, por falta de senso. Era um espaço de falta, espaço sem sobras.

Foi por tanto tempo. Talvez nem tanto agora que o sempre termina, agora que a hora agoniza, sem tempo para o tanto que esperava.

[ao som de ‘Por enquanto’, de Renato Russo]

 

Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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