Depois daquele filme

detalhe da sala Drive-in no cine Caixa Belas Artes em São Paulo, por Ricardo Imaeda

Fiquei muito contente quando ela me disse que tinha ido ao cinema, que foi ver ‘La La Land’ (de Damien Chazelle). Ela falou de passagem, sem nenhum estardalhaço. Poderia ser um acontecimento trivial para uma outra pessoa, mas não para ela. Que simplesmente foi porque quis, porque gosta de musicais. Não tinha sugerido o filme a ela. Nenhum estímulo, nenhuma forçada. Quanta diferença daquelas outras vezes em que ela se limitava a lamentar dos problemas, das deficiências, da impossibilidade de agir em qualquer direção. Agora não. Ir ao cinema! Ver ‘La La Land’! porque não foi ‘Manchester à beira mar’ ou outro filme para baixo, que deixa mais sombrios quem se expõe a eles.

‘La La Land’ é uma alegria de viver. Não bobamente, sem consequências. Ele deixa a gente feliz por trazer leveza ainda quando representa as durezas da vida. Talvez pela música, pelas coreografias, talvez pela atmosfera de passado e sonho, talvez pela compaixão.

Ela foi ao cinema ver ‘La La Land’ e só por isso o mundo ficou um pouco melhor.

 

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Sobre Ricardo Imaeda

Um amigo. Em passagem por terras estranhas, imigrante nativo. Tem aprendido com todas as formas de vida. Gosta de cidades e montanhas, árvores e culturas. Anda por um caminho temperado pelo zen, na incerteza de cada dia. Escreve para compreender, para encontrar.
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